terça-feira, 31 de maio de 2016

GRANDES NOMES

VICTOR MARTINS "O GAROUPA"

Vítor Manuel Rosa Martins. Alcobaça. 27 de Março de 1950. Médio.
Épocas no Benfica: 9 (69/78). Jogos: 192. Golos: 27. Títulos: 5 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
Outros clubes: Nazarenos. Internacionalizações: 3.


 No apogeu da carreira, contava 27 anos apenas, Vítor Martins interrompeu de forma abrupta o melhor ciclo da sua vida. Um cruel acidente vascular quase o inutilizava. Perdeu o Benfica um dos seus mais cotados futebolistas, com matriz de alto rendimento, portentoso na técnica, até parecia bailar em campo, de tão suave na execução. 


Recrutado ao Nazarenos, Vítor Martins chegou à Luz para os escalões mais jovens. Esteve no gérmen das melhores castas de sempre do futebol juvenil do clube. Com Humberto Coelho, Nené, João Alves, Shéu, Jordão e Bastos Lopes, toda uma ínclita geração. Ganhou depressa o hábito da vitória, mas também o engenho para lá chegar. E a internacional, já com títulos nacionais no palmarés.


Em Dezembro de 1969, fez a sua aparição na equipa principal. Um golo marcou, no triunfo esclarecedor (6-0) sobre o União de Tomar. Foi nessa tarde que o seu ídolo Eusébio recebeu as Bolas de Prata, referentes ao melhor marcador dos Nacionais de 66/67 e 67/68. Continuou a lutar por um lugar ao sol, com chamadas mais ou menos frequentes ao convívio dos craques. Assim atravessou o rico magistério de Jimmy Hagan, concorrendo, na zona intermediária, com Toni, Jaime Graça, Matine e Simões, nomes fortes da nomenclatura vermelha. 
A partir de 72/73, firmou-se em definitivo. Era um jogador do gosto popular. Tinha carradas de talento. Se era bom discípulo da ordem e do rigor, não deixava de cultivar o espaço de liberdade, onde o seu génio limites parecia não ter. Assim foi durante cinco grandes temporadas, com mais de 150 jogos na equipa principal e golos, vários golos à mistura.


Vítor Martins venceu por cinco ocasiões o Campeonato Nacional e por uma vez a Taça de Portugal. Foi três vezes internacional A, com destaque para a presença em Wembley, frente à Inglaterra, num surpreendente empate a zero. O Garoupa, como era conhecido, abateu, nesse dia, a grimpa aos ingleses.

A 13 de Novembro de 1977, em jogo a contar para a Taça de Portugal, ante o Desportivo de Chaves, lesionou-se ao minuto 52. Operado mais tarde, tudo se complicou. Drasticamente. O futebol era passado. “Estava na melhor fase da minha vida”, confessa, de forma comovente. O Dínamo de Moscovo associar-se-ia à festa de homenagem, já o homem havia recuperado. O jogador, esse, morreu. No palco principal. Ficou a mágoa dos benfiquistas. E a nostalgia.

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