quinta-feira, 16 de junho de 2016

GRANDES  NOMES

MAGNUSSON


MUITAS SAUDADES DESTE CAMPEÃO


Mats Ture Magnusson. Helsingborg, Suécia. 10 de Julho de 1963. Avançado.
Épocas no Benfica: 5 (87/92). Jogos: 164. Golos: 87. Títulos: 2 (Campeonato Nacional) e 1 (Supertaça).
Outros clubes: Malmoe e Helsingborg. Internacionalizações: Suécia.




Por mais que o arquétipo nórdico, alto e louro, sugira tosco em futebolês, numa teimosia latina, Mats Magnusson, nos cinco anos em que defendeu o reino da águia, provou que os recursos técnicos não têm fronteiras. É provável que um dos seus antecessores, o dinamarquês Manniche, tenha criado essa imagem, por oposição, na época, à subtileza de Nené ou à elegância de Filipovic. Companheiro de muitas fainas, Shéu sentencia que Magnusson “tinha até um toque alatinado”.
 O internacional sueco chegou à capital na época de 87/88, por fiança de Ebbe Skovdahl, treinador que não aqueceu o lugar, réplica infeliz de Eriksson foi. Ao debutar no troféu Teresa Herrera, na Corunha, onde se exibiu em plano de evidência. Magnusson passou a ser utilizado de forma frequente ao lado de Rui Águas, no comando de ataque. Essa época ficou marcada pela presença na final da Taça do Campeões. O nórdico jogou a titular, lutou abnegadamente com Ronald Koeman e Nielsen, centrais do PSV, mas o pontapé do suicídio involuntário de Veloso roubou-lhe a máxima consagração.
  
Dois anos depois, nova corrida aos Campeões. Costacurta e Baresi tiveram de se aplicar a fundo. Só que a desventura, uma vez mais, aconteceu. Nessa temporada, Magnusson foi o melhor marcador do Campeonato Nacional, com um registo de 33 golos em 32 jogos. Havia caído no goto dos adeptos, que apreciavam a sua relação amor/ódio com a baliza. Tinha cultura competitiva. Critério de jogo. Raça e harmonia. Contemporâneo de Rui Águas, Diamantino, Chiquinho, César Brito, Vata, Lima, Izaías e Yuran, jamais se intimidou. Soube cativar o seu posto no eixo de ataque.
  
Conquistou dois Campeonatos Nacionais e uma Supertaça, numa época em que o Benfica dava indícios de quebra a nível doméstico, mas de regresso, por paradoxal que parecesse, aos grandes palcos do mais velho dos continentes. A 17 de Maio de 1992, perante o olhar atento do compatriota Eriksson, na Luz, frente ao Salgueiros, vestiu conclusivamente a camisola do Benfica.

De então para cá, ainda que radicado na Suécia, acumulam-se as visitas ao ninho da águia. Porque, afinal, amor há que sempre dure. É assim com Magnusson, membro honorário da associação de goleadores do Benfica.





UMA VEZ BENFICA, SEMPRE BENFICA



MATS MAGNUSSON 1987/92



VIBRANDO PARA SEMPRE COM O BENFICA


JOGO DE SOLIDARIEDADE