domingo, 18 de setembro de 2016

GRANDES NOMES

AMARAL




Jorge Amaral Rodrigues

Pacheco e Paulo Sousa, tinham saltado do barco a tempo de serem goleados em Alvalade por 6-3, a resposta de Damásio não podia ser mais desastrosa, contratando dois Craques, Amaral e Marinho. Nem um nem outro tiveram qualquer sucesso no Benfica, como seria aliás de esperar de dois atletas que ao longo das suas carreiras nunca ultrapassaram o medíocre. Amaral era mais um campeão do Mundo de Riade que lutava desesperadamente por sair do esquecimento, e o Benfica era nessa época uma equipa em auto-destruição pelas mãos da dupla Damásio/Rei Artur.



Sem nunca se conseguir impor completamente na equipa titular do Benfica, Amaral teve, no entanto, a hipótese de começar cedo a ser decisivo em jogos a sério, estávamos, porém, numa altura em que era impossivel ganhar nas Antas, e o seu golo aos 90 minutos da 2ª mão da Supertaça de 1994/95 foi anulado por qualquer coisa que ainda hoje tenho dificuldades em classificar (não houve fora de jogo, nem falta, foi simplesmente anulado por um consciente Donato Ramos que percebeu que aquilo não era tempo de se marcar um golo naquele estádio, está nas regras).


Foi o mais perto que Amaral esteve de ser um bem amado dos adeptos. Depois, apenas um golo de trivela ao Chaves na Luz, muitas lesões, e a despedida rumo ao Felgueiras, Belenenses, Setubal, Atlético, entre outros. Terminou a carreia no Beira Mar de Monte Gordo, sendo hoje adjunto de Litos no Estoril.