sexta-feira, 15 de julho de 2016

GRANDES NOMES

JORDÃO


Nome: Rui Manuel Trindade Jordão

Posição: Avançado

Data de nascimento: 9 de Agosto de 1952 (Benguela, Angola)

Nacionalidade: Portuguesa

Selecção nacional: 43 jogos, 15 golos

Período de atividade: 1971-1990

Clubes: Benfica, Saragoça, Sporting, Vitória de Setúbal

Principais títulos: no Benfica ¿ quatro vezes campeão Nacional em 71/72, 72/73, 74/75, 75/76; uma Taça de Portugal em 1971/72; no Sporting- duas vezes campeão Nacional, em 79/80 e 81/82; uma Taça de Portugal em 1981/82; uma Supertaça Cândido de Oliveira em 1981/82.

Outras distinções: melhor marcador nas épocas 1975/76 e 1979/80.





Rui Manuel Trindade Jordão estreou-se nos juniores do Benfica aos 19 anos, depois de ter abandonado, ainda criança, a sua terra natal, Benguela. Tomado por muitos como o novo Eusébio do futebol português, o avançado benfiquista entrou na equipa principal da Luz para substituir Nené num jogo contra o Beira-Mar, e rapidamente conquistou um espaço na máquina que dominava o campeonato português na primeira metade da década de 70.



De águia ao peito, Jordão arrancou aplausos e emoções fortes às multidões, marcando 62 tentos em 90 jogos para o Campeonato. Ergueu o troféu de Campeão Nacional por quatro vezes, num período áureo para a equipa benfiquista, em que só faltou o título da época 1973/74. Numa altura em que era já um habitual na Selecção, assumiu da melhor forma a herança de Eusébio sagrando-se o melhor marcador em 1976, com 30 golos em 28 jogos. Seria a sua última época pelo clube da Luz.




Depois do Benfica, Jordão tentou a sorte em Espanha, onde vestiu a camisola do Saragoça, mas a sorte não lhe sorriu. Uma grave lesão afastou-o dos relvados e fê-lo regressar a Lisboa, já não para o clube da Luz, mas para o Sporting, do outro lado da Segunda Circular.




Mais dois títulos de campeão nacional, a segunda Bola de Prata da sua carreira e uma Supertaça Cândido de Oliveira enquanto «leão». Sempre a mesma capacidade de entusiasmar o público, com o seu jogo instintivo e a rapidez que lhe valeu a alcunha de «gazela», Jordão dobrou os 30 anos com as qualidades intactas, entrando em grande forma na primeira metade dos anos 80.



Foi também o seu período áureo com a camisola das quinas, ao serviço da qual Jordão realizou 43 jogos e marcou 15 tentos. Um momento em particular ficará na memória dos adeptos do futebol: no jogo decisivo do apuramento para o Europeu de 1984, foi Jordão quem marcou o penalty contra a U.R.S.S. de Dassaev - então o melhor guarda-redes do Mundo - que selou a vitória por 1-0 e a primeira presença de Portugal numa fase final de uma grande competição depois de 1966.



Em França, o avançado português, algo prejudicado por um sistema de jogo defensivo, conseguiu, ainda assim, demonstrar toda a sua classe, marcando dois golos na épica meia-final com o país organizador. De forma algo tardia, atendendo aos seus 32 anos, a Europa descobria as inúmeras qualidades de um dos melhores avançados de sempre do futebol português.

Uma lesão grave e o progressivo desentendimento com os responsáveis do Sporting fizeram-no deixar Alvalade sem a glória merecida. Mas depois de um primeiro adeus aos relvados, o canto do cisne, no V. de Setúbal, serviu ainda para matar saudades do mais felino de todos os futebolistas portugueses, que conseguiria mesmo um derradeiro regresso à equipa nacional, com 36 anos.