segunda-feira, 20 de junho de 2016

GRANDES NOMES

SCHWARTS



Apesar da ausência do seleccionado nacional no Itália 90, os adeptos benfiquistas acompanharam entusiasticamente a prova. O fito era ver os desempenhos dos brasileiros Aldair, Ricardo e Valdo, bem como dos suecos Jonas Thern e Magnusson, quinteto que na Luz arraiais havia assentado. Em todo o caso, existia um motivo adicional de interesse. É que um jovem, de 21 anos, de nome Stefan Schwarz, lateral-esquerdo de posição, jogador do Malmoe, poderia estar na agenda das preocupações encarnadas. Era voz corrente em terras transalpinas, a imprensa não tardou a dar eco, Eriksson aparecia como o mentor da empreitada.



Após ter feito um Mundial positivo, Schwarz chegou à Luz, pouco tempo antes do arranque da época 90/91. Começou a titular, ainda que para o seu posto tivesse a concorrência do experiente capitão Veloso e do aguerrido Fernando Mendes. Uma lesão comprometedora afastou-o durante meses das lides, circunstância que não o impediu de garantir a faixa de campeão nacional.
  


Para os dois anos subsequentes, o clube perdeu o concurso dos internacionais brasileiros Ricardo Gomes e Valdo. Fragilizou-se, pois tratava-se de duas pedras de grande influência no colectivo. O FC Porto conquistou o bicampeonato, embora por um triz à segunda. É que o Benfica argumentava já com Mozer, Vítor Paneira, Rui Costa, Paulo Sousa, Kulkov, Paulo Futre, Izaías, João Vieira Pinto, Rui Águas, Yuran. E naturalmente Schwarz, um dos atletas mais utilizados nas duas temporadas (28+42 jogos). Saboreou a vitória na final da Taça, no Jamor, frente ao Boavista (5-2), em tarde de belo recital vermelho.
  


No decurso da crise do Verão de 93, o jogador sueco manteve-se imperturbável e… no clube, que via partir em litigio Paulo Sousa e Pacheco para o Sporting e Paulo Futre, a troco de grossa maquia, com destino ao Marselha. Sob o comando dedicado de Toni, Schwarz voltou a ser campeão nacional, com lugar cativo no elenco de um dos mais lembrados filmes produzidos pela equipa da Luz. A acção, essa, decorreu em Alvalade. Esmagadora a representação, titulo deu, após o cartaz dos 6-3.

Uma semana mais tarde, a 21 de Maio de 1994, vestiu pela última vez a camisola do Benfica. Arsenal e Fiorentina perfilaram-se no seu horizonte. Com o problema de lateral-esquerdo mal resolvido durante quase uma década, Schwarz esteve sempre presente no imaginário benfiquista. Está ainda, tanto quanto vale ser sinónimo de garra, de raça, imagem intocável de abnegação.

Épocas no Benfica: 4 (90/94)
Jogos: 111
Golos: 10
Títulos: 2CN, 1TP