quarta-feira, 6 de julho de 2016

GRANDES NOMES

VATA



Vata Matanu Garcia ou simplesmente Vata nasceu em Uíge, 19 de março de 1961 é um ex-futebolista angolano, que se notabilizou ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, nomeadamente na sequência da dramática meia final da Taça dos clubes campeões europeus disputada a 18 de Abril de 1990 frente ao Olympique de Marselha em que ao minuto 83 de jogo marcou um golo com o ombro"Foi com o ombro" diz Vata, golo esse que ditou o afastamento da equipa francesa e o consequente apuramento do Benfica para a final, mais tarde disputada com o AC Milan.

A TÃO FALADA "MÃO DE VATA"


O Benfica ultrapassou oito de 12 meias-finais das competições europeias de futebol, mas só uma depois de perder o encontro da primeira mão, precisamente na última presença nesta fase, em 1989/90, há 23 anos.



Sob o comando do sueco Sven-Goran Eriksson, os “encarnados” venceram na Luz por 1-0, com um golo apontado com a mão pelo angolano Vata, aos 83 minutos, que virou o desaire por 2-1 sofrido no reduto dos franceses do Marselha.



No Estádio Vélodrome, a 04 de abril de 1990, o brasileiro Lima silenciou a maioria dos 38.859 espetadores, ao inaugurar o marcador logo aos 10 minutos, na sequência de um canto, mas, até ao final, o Benfica sofreu uma imensidão.

Franck Sauzée, aos 13 minutos, e Jean-Pierre Papin, aos 44, selaram a reviravolta ainda na primeira parte, para na segunda, o Marselha, também de Mozer, Tigana, Deschamps, Francescoli e Wadlle, massacrar, mas sem conseguir bater Silvino.



Catorze dias depois, na velha Luz, o conjunto da casa só precisava de um golo para passar e ele acabou por aparecer aos 83 minutos, a célebre “mão de Vata”, que o árbitro belga Marcel van Langenhove não viu, para desespero dos gauleses.

O Benfica perderia, depois, a 23 de maio, no Estádio do Prater, em Viena, o jogo do título para o AC Milan, de Van Basten, Gullit e Rijkaard, que decidiu o jogo aos 67 minutos, e, desde então, qual maldição, jamais chegou a uma final europeia.




Nas duas vezes anteriores que tinham arrancado as meias-finais com desaires, os “encarnados” não conseguiram chegar à final, primeiro com os holandeses do Ajax, em 1971/72 (0-1 fora e 0-0 em casa), na Taça dos Campeões, e depois com o Carl Zeiss Jena, da ex-RDA, em 80/81 (0-2 fora e 1-0 em casa), na Taça das Taças.

Em relação aos outros sete apuramentos, quatro começaram com triunfos, três em casa e um fora, e três com empates a zero, um deles no Estádio da Luz.



Quanto às restantes eliminações, ambas arrancaram com triunfos caseiros por 2-1 e terminaram com desaires fora por 1-0, nas duas últimas presenças do Benfica em meias-finais, face ao Parma, em 1993/94, e ao Sporting de Braga, em 2010/2011.


O GOLO DA POLÉMICA