quinta-feira, 14 de julho de 2016

GRANDES NOMES

DAVID LUÍS



Após ser mandado embora do São Paulo ainda na categoria infantil sob a justificativa de que era "muito baixo", David Luiz foi convidado para um teste nas categorias de base do Vitória aos 14 anos. Ainda na adolescência, o jovem seguiu para Salvador e passou a morar nas dependências do rubro-negro baiano, junto a outros jogadores da base. Nas categorias de base do Vitória, David jogou inicialmente como volante, mas com poucas oportunidades neste sector, chegou a ter sua dispensa cogitada no clube. Foi então que surgiu a chance de actuar na defesa da equipa júnior do Vitória:



“           Certa vez, estava no banco e um titular se machucou. O técnico da base perguntou se eu jogava a defesa. Respondi que jogava em qualquer posição. Fiz um excelente campeonato na defesa, e o Arturzinho, que era o treinador do profissional, me deu a oportunidade de treinar no time de cima.  ”
Incorporado como central, passou a se destacar e foi promovido para a equipe profissional, disputando sua primeira partida em 2005. No ano seguinte, chamou ainda mais atenção após uma partida contra o Santa Cruz, válida pela Copa do Brasil de 2006.



O Vitória vivia uma de suas piores fases na história, tanto no campo, já que havia sido pela primeira vez rebaixado para a Série C, quanto financeiramente, e as categorias de base passaram a ser a única solução do clube naquela época. Aos 19 anos, David passou a compor um jovem trio de centrais com Wallace e Anderson Martins, e ainda jogavam naquela equipe Leandro Domingues e Marcelo Moreno. Todos revelados nas categorias de base do clube.



Depois de boas actuações nos dois primeiros jogos da Série C daquele ano, se machucou e ficou de fora do terceiro confronto, em que sua equipe empatou com o Coruripe por 3 a 3.Retornou já no jogo seguinte e participou de mais cinco encontros, tendo que se ausentar na terceira rodada da segunda fase novamente por lesão. Actuou na vitória por 3 a 1 sobre o Ferroviário, sendo penalizado com o terceiro cartão amarelo, tendo que perder o próximo confronto da equipe, contra o Confiança.] Retornou mais uma vez e embalou nove partidas em sequência, ajudando o rubro-negro a sofrer apenas uma derrota nesse período. Quando precisou se ausentar novamente por conta de uma lesão, seu time foi derrotado por 3 a 1 para o mesmo Ferroviário pelo octogonal final da Série C. Esteve na vitória por 2 a 0 sobre o Treze e foi novamente suspenso, ficando de fora na nova derrota do Leão, dessa vez para o Ipatinga por 2 a 1. Nas últimas nove partidas, actuou em oito, ajudando na franca recuperação do time, que garantiu o vice-campeonato da Série C e consequentemente o acesso para a Série B do ano seguinte.



No início de 2007, após ter disputado as primeiras partidas pelo Campeonato Baiano, David Luiz foi para o Benfica, de Portugal, inicialmente por empréstimo. 

Benfica 

Permaneceu sem entrar em campo no mês de Fevereiro e estreou-se no Benfica num jogo das competições europeias, mais precisamente na Taça UEFA, frente ao Paris Saint-Germain, no Parque dos Príncipes, em Paris, fazendo uma apresentação ruim. 

“           Infelizmente, não consegui a estreia que queria.       ”

Porém, foi escalado para o jogo seguinte, este pelo Campeonato Português,  e deu a volta por cima, ganhando a titularidade e jogando as últimas nove partidas  do certame nacional e ainda outras três pela competição europeia. Em maio, agradando aos dirigentes do Benfica, o clube português accionou então a cláusula do contrato que permitia a contratação em definitivo, e David assinou por cinco temporadas. 



Na temporada 2007–08, após jogar dois jogos em Agosto, um pelo nacional  e outro pelas fases de qualificações da Liga dos Campeões da UEFA,  sofreu uma lesão num jogo-treino no dia 22  e ficou de fora até o fim de Novembro, quando retornou para jogar apenas mais sete partidas pelo campeonato  e duas pela fase de grupos da Liga dos Campeões, até se lesionar novamente em confronto com o Vitória de Guimarães no fim de Janeiro  e ausentar-se do resto da temporada  (apesar de ter tentado retornar em duas partidas como suplente ainda no começo de Fevereiro, uma pela copa nacional e outra pela Taça UEFA). Se recuperou da lesão apenas em Agosto

Sua volta, porém, só ocorreu em Novembro, em partida da Taça como suplente.  Após jogar seu primeiro encontro pelo Campeonato Português na temporada, no seu jogo seguinte, pela fase de grupos da Liga dos Campeões, marcou seu primeiro golo com a camisa benfiquista, o único da derrota por 5 a 1 para o Olympiakos.  Mais dois encontros pelo nacional, um pela Taça e outro pela Liga dos Campeões depois, sentou no banco nos dois seguintes pelo campeonato, num empate com o Nacional  e na derrota para o Trofense, primeira do Benfica no certame.  De retorno ao time titular, jogou todas as demais partidas seguintes da temporada, com excepção a dois confrontos, uma pela Taça da Liga em que foi poupado, e a última do nacional, por lesão no jogo anterior. 



Em 2009–10, veio a consagração oficial de David no Benfica. Das cinquenta e uma partidas do clube na temporada, o central jogou quarenta e nove, faltando, por suspensão, apenas uma pela fase de grupos da Liga Europa da UEFA e outra pelo Campeonato Português. O Benfica acabou por conquistar o certame depois de cinco anos  e David foi eleito o melhor jogador de toda a temporada portuguesa. O destaque rendeu atenções de grandes clubes pelo mundo, incluindo Real Madrid  e Manchester United,  e uma proposta rejeitada do Manchester City.



A rejeição desta proposta, segundo sites, deixou o central insatisfeito,  fazendo-o não renovar seu contrato meses depois. Na temporada 2010–11, continuou a se destacar, trazendo, em Janeiro de 2011, proposta oficial do Chelsea, numa negociação que durou alguns dias mas que, a princípio, não se concretizou.  Depois de uma longa negociação, foi confirmada a sua transferência para o Chelsea por 21,3 milhões de libras (R$ 57 milhões), além do clube inglês ter cedido o jogador Nemanja Matić no negócio.  Com a intenção de demonstrar sua gratidão ao clube e torcida do Benfica, escreveu uma carta a estes poucos dias depois de tê-los deixado:

"O Benfica entra no nosso coração e nunca mais sai. Por isso levei, levo e levarei sempre o Benfica no coração. (...) Não era, aprendi a ser e sou um eterno benfiquista; obrigado a todos do fundo do meu coração!"