domingo, 5 de junho de 2016

ÉPOCA DE 1962/63

PLANTEL


Coluna, Eusébio, José Augusto, Costa Pereira, Simões, Raul Machado, Cruz, Cavem, Humberto Fernandes, Santana, Torres, Ângelo, Jacinto, José Águas, Augusto Silva, Pedras, Germano, Saraiva, Rita, Maximiano, Barroca, Serra, Neto, Calado, Mendes, Brás, Cesarino, Fernandes

TREINADOR

FERNANDO RIERA

Duas passagens pelo Benfica equivaleram a três títulos. Esta é a principal imagem de marca do Chileno Fernando Riera, o qual teve a honra de trabalhar nos quatro “grandes” de Portugal: Belenenses (54/57), Benfica (em dois períodos: 62/63 e 66/68), FC Porto (72/73) e Sporting (74/75).
Fernando Riera ainda hoje é considerado o treinador com mais sucesso na história do futebol chileno. Durante a década de 40, foi um bem sucedido avançado chileno que se destacou na Universidad Católica e na Selecção do Chile. “El Tata”, como ficou conhecido, foi o primeiro jogador chileno a jogar na Europa (Stade de Reims e FC Rouen). Finalizada a carreira de jogador, Riera iniciou o curso de treinador em França
Em Portugal, iniciou-se no Belenenses. Participou na Taça Latina 55 e, nesse mesmo ano, perdeu o campeonato a quatro minutos do fim da última jornada (2-2 com Sporting) para o Benfica. Regressou ao Chile, onde faria boa figura à frente da selecção, com terceiro lugar no Mundial 62. Daí transitou para o Benfica, com a espinhosa tarefa de substituir Bela Guttmann, bicampeão europeu. Não se amedrontou. Na estreia, ganhou o titulo nacional e chegou à final da Taça dos Campeões, perdida para o AC Milan (2-1), em Wembley. 
Na época seguinte saiu para o Espanyol, passaria ainda por Boca Juniors, Corunha, Marselha e Monterrey, antes de regressar à Luz para mais época e meia (saiu à sétima jornada). Serviu para mais dois títulos de campeão. 
Fernando Riera fez o primeiro jogo como treinador do Benfica a 21 de Outubro de 1962, numa vitória sobre o Belenenses (4-1), no Restelo, tendo disputado o último jogo, a 30 de Novembro de 1967, numa derrota frente ao St. Étienne (1-0), em França.

MELHOR MARCADOR

EUSÉBIO - 38 GOLOS


RESULTADOS



VIDEOS

TAÇA CAMPEÕES 1/2 FINAL BENFICA 3 FEYENOORD 1


FINAL DA T.C. - BENFICA 1 - MILAN 2


TAÇA INTERC. 1ª MÃO - SANTOS 3 - BENFICA 2


TAÇA INTERC. 2ª MÃO - BENFICA 2 - SANTOS 5

CURIOSIDADES

O Benfica vence o campeonato nacional e volta a estar na final da Taça dos Campeões Europeus pela terceira vez consecutiva. Desta vez não vence a tão ambicionada prova. O jogo até começou bem, com Eusébio a pôr os encarnados na frente do marcador (18'). Entretanto Pivatelli e Trapattoni, o ex-técnico do Benfica, foram-se divertindo com o pé direito do capitão Coluna. O maestro acabou por ficar com o pé rachado e como não havia substituições na altura, passou a maioria do tempo só para fazer número. Na 2ª parte, e a jogar contra 10, o Milan deu a volta ao resultado e fixou o placard em 2-1 para os italianos!
           
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Duas semanas antes, o governo de Salazar autoriza a primeira transmissão em directo de um jogo de futebol com origem em Portugal. O Benfica venceu calmamente o Feyenoord por 3-1.

CRÓNICA DA ÉPOCA

Depois da fraca campanha de 1961/62, o Benfica voltou à ribalta, conquistando o título de Campeão Nacional com extrema facilidade, batendo a concorrência do FC Porto e perdendo apenas um jogo (em casa com os azuis e brancos por 1x2) e empatando dois em toda a campanha (Olhanense em casa e Leixões fora). 
O Sporting terminou em terceiro, atrás do duo da frente, demonstrando desde do início a incapacidade de defender o título conquistado com mérito na época anterior, perdendo em Alvalade com os dois rivais. 
O Benfica de Riera passeou, com 81 golos marcados e 25 sofridos (em 26 jogos), destacando-se das diversas goleadas, o 8x1 infligido ao Barreirense na Luz. 
No fundo da tabela ficou o Feirense, que com 7 pontos, acabou bem distante do penúltimo, um decepcionante Atlético (17), bem longe dos seus anos dourados na década de 40 e 50.